terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Saudades

Que saudades sinto do tempo em que brincava com a inocência de uma criança, dias tão amarelos, tão suaves, era tudo bonito, tudo tão simples. Tempos em que a pureza do meu sorriso seduzia as pessoas. Lembro-me que me chateava com a minha mãe quando ela me penteava o cabelo, chorava se ela o puxa-se, irritava-me se ela me mete-se ganchos e fitas, e ainda meia chorosa gritava e dizia “fica feio mama, tira, tira”… O tempo da rebeldia, dos amigos das aventuras, dos namoricos, paixões e paixonetas… Tempos em k a vida era azul, verde, lilás, cor d rosa, às riscas e às bolinhas... Vivia cada dia km vontade de brincar, saltar, cantar, procurava a felicidade mesmo sem o saber…e Era tão mais fácil ser feliz… Estava cheia d amor para dar… amor sem receio, o amor de uma criança que vivia no mundo das maravilhas, o amor puro e incondicional, que transmitia com um simples sorriso… Saudade do tempo em k fazia asneiras, em que me sujava na lama e saltava nas poças d agua. Saudades de todos os amigos que deixei… da vida que tinha, saudades das birras que fazia, do choro antes d me deixarem na escola, da discussão com a minha mãe para me vestir e até calçar, como aquelas botas que eu detestava e que quando chegava a escola tirava e calçava as sapatilhas que trazia às escondidas na mochila, saudades das historias que me contavam antes de adormecer, das guerras com a minha irmã, e a culpa não era minha, “foi ela que começou.”Repetia eu vezes sem conta como se ela fosse sempre a má da fita… mas não era, e toda a gente sabia, menos eu claro, porque acreditava que nunca tinha feito nada de mal. Saudade do triciclo, do sk8, dos patins em linha, saudade das spice-girls, das barbies, das bonecas, das tardes chuvosas em família… Grande nostalgia me envolve ao pensar em tudo o que já passei, tempos que não voltam… Restam as memórias, lembranças que nos trazem uma certa melancolia, uma tristeza por saber aquilo que fui
e o que sou…



Ana Rego

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