Que fizeste tu criança, quem te ditou tão cruel destino?
Olhar puro e brilhante como as estrelas, os olhos baços, olhos tristes e húmidos de quem chora e não entende a complexidade do mundo fútil dos adultos.
Pele macia, rosto carente, corpo frio e desnutrido, nunca pedis-te nada a ninguém, conheces a lei do amor e da sobrevivência. Será que algum dia te queixaste da miserável vida que carregas nesses ombros pequeninos, nessas mãos frágeis e inocentes?
Quem te ama, quem te quer, quem te abraça, quem te beija… pergunto-me onde estás Tu Deus que tudo vê? Onde está a justiça deste mundo?
E agora, pensar que tudo o que vivo é tão fútil, eu e os meus problemas existenciais, as minhas crises de desespero, os meus momentos de agonia…
Mas quem sou eu para chorar?
Por momentos sinto-me me pronta a dar a vida, a dar por algo grandioso, a alguém mais merecedor que eu.
Contudo num breve instante como se de um suspiro soltasse o eu materialista, amarrando com as mãos bem fechadas o mundo, com medo de o perder.
Chega a doer esta tua inocência este teu amor, este teu ser tão perfeito, menino de rua, pés descalços, cheio de sonhos, sonhos que te alentam em noites frias.
Continua a sonhar meu menino o paraíso espera-te um dia*
Ana Rego
Olhar puro e brilhante como as estrelas, os olhos baços, olhos tristes e húmidos de quem chora e não entende a complexidade do mundo fútil dos adultos.
Pele macia, rosto carente, corpo frio e desnutrido, nunca pedis-te nada a ninguém, conheces a lei do amor e da sobrevivência. Será que algum dia te queixaste da miserável vida que carregas nesses ombros pequeninos, nessas mãos frágeis e inocentes?
Quem te ama, quem te quer, quem te abraça, quem te beija… pergunto-me onde estás Tu Deus que tudo vê? Onde está a justiça deste mundo?
E agora, pensar que tudo o que vivo é tão fútil, eu e os meus problemas existenciais, as minhas crises de desespero, os meus momentos de agonia…
Mas quem sou eu para chorar?
Por momentos sinto-me me pronta a dar a vida, a dar por algo grandioso, a alguém mais merecedor que eu.
Contudo num breve instante como se de um suspiro soltasse o eu materialista, amarrando com as mãos bem fechadas o mundo, com medo de o perder.
Chega a doer esta tua inocência este teu amor, este teu ser tão perfeito, menino de rua, pés descalços, cheio de sonhos, sonhos que te alentam em noites frias.
Continua a sonhar meu menino o paraíso espera-te um dia*
Ana Rego

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