sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Carta da Despedida

Não ficaram palavras penduradas nem rancores escondidos a verdade é que o fim chegou e agora só me resta aceitar e respeitar a tua decisão. Sim porque não me considero ninguém para te julgar, já fiz muito e já vi imenso.

As conversas pendentes foram acabadas naquele dia mesmo sem haver interlocutor elas acabaram por si só!

Se estou bem ou mal o que interessa? Não passam de sentimentos guardados que passaram na altura certa, porque tudo serve para crescer, desde a primeira gargalhada à última lágrima.
O que resta é um grande respeito, uma grande cumplicidade e até um lugar bem grande só teu no meu coração.

A vida é assim, não há crise, não há filmes, não há dramas, acabou ponto parágrafo.
E este parágrafo significa uma nova vida, um novo começo, para os dois, porque relembrar o passado é alimentar fantasmas mortos e enterrados para que assim eles tenham força para nos atormentar outra vez.

O teu papel foi importante “sabes beeemm”, pois como sabes “todos os que passam por nós não vão sós deixam um pouco de si e levam um pouco de nós!”.

Acima de tudo quero esquecer isto, não tudo, mas o que me magoa. Um sentimento pouco racional talvez, mas equivalente a mim! Sim porque me considero um pouco irracional. É como tudo não somos “perfectos” como tu dizes, e basta olhar para o lado para ver que ninguém é!
Na realidade quanto mais se olha para o lado menores ficam os nossos problemas. Cena marada esta… mas o lema é viver e deixar viver, voar e deixar voar!

Foste tu que voaste e me abriste a porta para voar também, já era altura de acreditar na vida para além do horizonte. E hoje penso que tenho muito que te agradecer, libertei-me de Viana desta vila que me acolhe desde o berço, que me leva pela mão até onde vou. E sabes libertei-me porque no fundo já pouco me prende aqui.

Esta é a hora, e obrigado por ma teres dado, é a hora de ser eu a voar!

A meta nunca será um final, apenas mais um ponto de partida, nada de culpas e remorsos porque assim com tanto peso é impossível conseguir levantar voou, e eu quero ir com a alma limpinha.

A folha acabou… a melodia que me inspirava também por isso um conselho que te dou, nunca te prendas com metas, voa “até ao infinito e mais além…” assim terás sempre sucesso!


Ana Rego/

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