Que saudades sinto do tempo em que brincava com a inocência de uma criança, dias tão amarelos, tão suaves, era tudo bonito, tudo tão simples. Tempos em que a pureza do meu sorriso seduzia as pessoas. Lembro-me que me chateava com a minha mãe quando ela me penteava o cabelo, chorava se ela o puxa-se, irritava-me se ela me mete-se ganchos e fitas, e ainda meia chorosa gritava e dizia “fica feio mama, tira, tira”… O tempo da rebeldia, dos amigos das aventuras, dos namoricos, paixões e paixonetas… Tempos em k a vida era azul, verde, lilás, cor d rosa, às riscas e às bolinhas... Vivia cada dia km vontade de brincar, saltar, cantar, procurava a felicidade mesmo sem o saber…e Era tão mais fácil ser feliz… Estava cheia d amor para dar… amor sem receio, o amor de uma criança que vivia no mundo das maravilhas, o amor puro e incondicional, que transmitia com um simples sorriso… Saudade do tempo em k fazia asneiras, em que me sujava na lama e saltava nas poças d agua. Saudades de todos os amigos que deixei… da vida que tinha, saudades das birras que fazia, do choro antes d me deixarem na escola, da discussão com a minha mãe para me vestir e até calçar, como aquelas botas que eu detestava e que quando chegava a escola tirava e calçava as sapatilhas que trazia às escondidas na mochila, saudades das historias que me contavam antes de adormecer, das guerras com a minha irmã, e a culpa não era minha, “foi ela que começou.”Repetia eu vezes sem conta como se ela fosse sempre a má da fita… mas não era, e toda a gente sabia, menos eu claro, porque acreditava que nunca tinha feito nada de mal. Saudade do triciclo, do sk8, dos patins em linha, saudade das spice-girls, das barbies, das bonecas, das tardes chuvosas em família… Grande nostalgia me envolve ao pensar em tudo o que já passei, tempos que não voltam… Restam as memórias, lembranças que nos trazem uma certa melancolia, uma tristeza por saber aquilo que fui
e o que sou…
Ana Rego
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
[aperto no coração]
Que fizeste tu criança, quem te ditou tão cruel destino?
Olhar puro e brilhante como as estrelas, os olhos baços, olhos tristes e húmidos de quem chora e não entende a complexidade do mundo fútil dos adultos.
Pele macia, rosto carente, corpo frio e desnutrido, nunca pedis-te nada a ninguém, conheces a lei do amor e da sobrevivência. Será que algum dia te queixaste da miserável vida que carregas nesses ombros pequeninos, nessas mãos frágeis e inocentes?
Quem te ama, quem te quer, quem te abraça, quem te beija… pergunto-me onde estás Tu Deus que tudo vê? Onde está a justiça deste mundo?
E agora, pensar que tudo o que vivo é tão fútil, eu e os meus problemas existenciais, as minhas crises de desespero, os meus momentos de agonia…
Mas quem sou eu para chorar?
Por momentos sinto-me me pronta a dar a vida, a dar por algo grandioso, a alguém mais merecedor que eu.
Contudo num breve instante como se de um suspiro soltasse o eu materialista, amarrando com as mãos bem fechadas o mundo, com medo de o perder.
Chega a doer esta tua inocência este teu amor, este teu ser tão perfeito, menino de rua, pés descalços, cheio de sonhos, sonhos que te alentam em noites frias.
Continua a sonhar meu menino o paraíso espera-te um dia*
Ana Rego
Olhar puro e brilhante como as estrelas, os olhos baços, olhos tristes e húmidos de quem chora e não entende a complexidade do mundo fútil dos adultos.
Pele macia, rosto carente, corpo frio e desnutrido, nunca pedis-te nada a ninguém, conheces a lei do amor e da sobrevivência. Será que algum dia te queixaste da miserável vida que carregas nesses ombros pequeninos, nessas mãos frágeis e inocentes?
Quem te ama, quem te quer, quem te abraça, quem te beija… pergunto-me onde estás Tu Deus que tudo vê? Onde está a justiça deste mundo?
E agora, pensar que tudo o que vivo é tão fútil, eu e os meus problemas existenciais, as minhas crises de desespero, os meus momentos de agonia…
Mas quem sou eu para chorar?
Por momentos sinto-me me pronta a dar a vida, a dar por algo grandioso, a alguém mais merecedor que eu.
Contudo num breve instante como se de um suspiro soltasse o eu materialista, amarrando com as mãos bem fechadas o mundo, com medo de o perder.
Chega a doer esta tua inocência este teu amor, este teu ser tão perfeito, menino de rua, pés descalços, cheio de sonhos, sonhos que te alentam em noites frias.
Continua a sonhar meu menino o paraíso espera-te um dia*
Ana Rego
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Aquele dia...
Olhei-me ao espelho naquele dia… Vi-me por fora e por dentro
Não sabia bem o que sentia mas algo não batia certo.
Eu soube desde o primeiro dia e desde o primeiro dia tive medo,
Tornei-me realidade desse medo e ele sabia que havia motivo, porque eu sentia a bomba dentro de mim, sabia que ia explodir mais cedo ou mais tarde.
Até que o desejo de um dia feliz superou essa ansiedade.
Mas a bomba estava lá e o tempo a contar… cada minuto a mais era menos um na minha historia, e o explosivo que tinha dentro de mim soava calmo e moderado, ele sabia que a sua hora estava perto…
Eu não sabia que era ele, não sabia que era uma bomba, sabia que não me pertencia sabia que algo em mim estava mal…
E foi nesse dia..
Maldito dia em que descobriram o centro do vulcão… Maldito dia em que o vulcão entrou em erupção, maldito!!! porque me queimou as asas, porque me corroeu a mente, porque me desgastou o corpo, porque agora manda em mim e no que serei no futuro.
Planos embrulhados, sonhos queimados na lava do vulcão…
Ana Rego
Não sabia bem o que sentia mas algo não batia certo.
Eu soube desde o primeiro dia e desde o primeiro dia tive medo,
Tornei-me realidade desse medo e ele sabia que havia motivo, porque eu sentia a bomba dentro de mim, sabia que ia explodir mais cedo ou mais tarde.
Até que o desejo de um dia feliz superou essa ansiedade.
Mas a bomba estava lá e o tempo a contar… cada minuto a mais era menos um na minha historia, e o explosivo que tinha dentro de mim soava calmo e moderado, ele sabia que a sua hora estava perto…
Eu não sabia que era ele, não sabia que era uma bomba, sabia que não me pertencia sabia que algo em mim estava mal…
E foi nesse dia..
Maldito dia em que descobriram o centro do vulcão… Maldito dia em que o vulcão entrou em erupção, maldito!!! porque me queimou as asas, porque me corroeu a mente, porque me desgastou o corpo, porque agora manda em mim e no que serei no futuro.
Planos embrulhados, sonhos queimados na lava do vulcão…
Ana Rego
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Loucura do presente / futuro
A virtualidade do mundo consumiu-me, tenho medo da realidade que se encontra dentro de nós, não é o mundo que está louco, eu sim estou Louca, Louca!
Nenhum caminho é certo nem mesmo aquele que me leva de volta a casa. Não, NÃO! Deixem-me enlouquecer, deixem-me abafar o meu grito com uma almofada, deixem-me ser louca, estar louca, viver louca.
A loucura que esconde a verdade do que sou, a loucura que liberta, que me faz rir até desmaiar, cair no chão sem folgo, mas feliz.
Não tenho nada e nada me tem, sou livre sou só. Desabafo em folhas suadas fartas de me ouvir, desabafo e choro como uma criança que perdeu o brinquedo, Sim eu choro mas tu não vês, ninguém vê, ninguém sabe…
Esta é a minha realidade, o meu fado, sou feliz quando sonho ser o que não sou, ter o que não tenho, ir onde não vou.
Outrar-me em sonhos que me fizeram feliz por efémeros instantes. OH Deus, que vida breve esta, porquê não ser feliz nos sonhos se mais nada me traz tal sentimento?
Queria eu viver no meu sonho sem que a realidade me acordasse mais uma vez e outra vez …
Não sou o que sou,
Não sou o que quero ser,
Não sou nada sem querer e
Não sou tudo querendo ser.
Ana Rego
Nenhum caminho é certo nem mesmo aquele que me leva de volta a casa. Não, NÃO! Deixem-me enlouquecer, deixem-me abafar o meu grito com uma almofada, deixem-me ser louca, estar louca, viver louca.
A loucura que esconde a verdade do que sou, a loucura que liberta, que me faz rir até desmaiar, cair no chão sem folgo, mas feliz.
Não tenho nada e nada me tem, sou livre sou só. Desabafo em folhas suadas fartas de me ouvir, desabafo e choro como uma criança que perdeu o brinquedo, Sim eu choro mas tu não vês, ninguém vê, ninguém sabe…
Esta é a minha realidade, o meu fado, sou feliz quando sonho ser o que não sou, ter o que não tenho, ir onde não vou.
Outrar-me em sonhos que me fizeram feliz por efémeros instantes. OH Deus, que vida breve esta, porquê não ser feliz nos sonhos se mais nada me traz tal sentimento?
Queria eu viver no meu sonho sem que a realidade me acordasse mais uma vez e outra vez …
Não sou o que sou,
Não sou o que quero ser,
Não sou nada sem querer e
Não sou tudo querendo ser.
Ana Rego
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Carta da Despedida
Não ficaram palavras penduradas nem rancores escondidos a verdade é que o fim chegou e agora só me resta aceitar e respeitar a tua decisão. Sim porque não me considero ninguém para te julgar, já fiz muito e já vi imenso.
As conversas pendentes foram acabadas naquele dia mesmo sem haver interlocutor elas acabaram por si só!
Se estou bem ou mal o que interessa? Não passam de sentimentos guardados que passaram na altura certa, porque tudo serve para crescer, desde a primeira gargalhada à última lágrima.
O que resta é um grande respeito, uma grande cumplicidade e até um lugar bem grande só teu no meu coração.
A vida é assim, não há crise, não há filmes, não há dramas, acabou ponto parágrafo.
E este parágrafo significa uma nova vida, um novo começo, para os dois, porque relembrar o passado é alimentar fantasmas mortos e enterrados para que assim eles tenham força para nos atormentar outra vez.
O teu papel foi importante “sabes beeemm”, pois como sabes “todos os que passam por nós não vão sós deixam um pouco de si e levam um pouco de nós!”.
Acima de tudo quero esquecer isto, não tudo, mas o que me magoa. Um sentimento pouco racional talvez, mas equivalente a mim! Sim porque me considero um pouco irracional. É como tudo não somos “perfectos” como tu dizes, e basta olhar para o lado para ver que ninguém é!
Na realidade quanto mais se olha para o lado menores ficam os nossos problemas. Cena marada esta… mas o lema é viver e deixar viver, voar e deixar voar!
Foste tu que voaste e me abriste a porta para voar também, já era altura de acreditar na vida para além do horizonte. E hoje penso que tenho muito que te agradecer, libertei-me de Viana desta vila que me acolhe desde o berço, que me leva pela mão até onde vou. E sabes libertei-me porque no fundo já pouco me prende aqui.
Esta é a hora, e obrigado por ma teres dado, é a hora de ser eu a voar!
A meta nunca será um final, apenas mais um ponto de partida, nada de culpas e remorsos porque assim com tanto peso é impossível conseguir levantar voou, e eu quero ir com a alma limpinha.
A folha acabou… a melodia que me inspirava também por isso um conselho que te dou, nunca te prendas com metas, voa “até ao infinito e mais além…” assim terás sempre sucesso!
Ana Rego/
As conversas pendentes foram acabadas naquele dia mesmo sem haver interlocutor elas acabaram por si só!
Se estou bem ou mal o que interessa? Não passam de sentimentos guardados que passaram na altura certa, porque tudo serve para crescer, desde a primeira gargalhada à última lágrima.
O que resta é um grande respeito, uma grande cumplicidade e até um lugar bem grande só teu no meu coração.
A vida é assim, não há crise, não há filmes, não há dramas, acabou ponto parágrafo.
E este parágrafo significa uma nova vida, um novo começo, para os dois, porque relembrar o passado é alimentar fantasmas mortos e enterrados para que assim eles tenham força para nos atormentar outra vez.
O teu papel foi importante “sabes beeemm”, pois como sabes “todos os que passam por nós não vão sós deixam um pouco de si e levam um pouco de nós!”.
Acima de tudo quero esquecer isto, não tudo, mas o que me magoa. Um sentimento pouco racional talvez, mas equivalente a mim! Sim porque me considero um pouco irracional. É como tudo não somos “perfectos” como tu dizes, e basta olhar para o lado para ver que ninguém é!
Na realidade quanto mais se olha para o lado menores ficam os nossos problemas. Cena marada esta… mas o lema é viver e deixar viver, voar e deixar voar!
Foste tu que voaste e me abriste a porta para voar também, já era altura de acreditar na vida para além do horizonte. E hoje penso que tenho muito que te agradecer, libertei-me de Viana desta vila que me acolhe desde o berço, que me leva pela mão até onde vou. E sabes libertei-me porque no fundo já pouco me prende aqui.
Esta é a hora, e obrigado por ma teres dado, é a hora de ser eu a voar!
A meta nunca será um final, apenas mais um ponto de partida, nada de culpas e remorsos porque assim com tanto peso é impossível conseguir levantar voou, e eu quero ir com a alma limpinha.
A folha acabou… a melodia que me inspirava também por isso um conselho que te dou, nunca te prendas com metas, voa “até ao infinito e mais além…” assim terás sempre sucesso!
Ana Rego/
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Olha para mim
Quando deres conta que a vida por ti passou e que o tempo que sobra já é curto para recomeçar, quando o desespero te bater à porta sem aviso prévio e a solidão te corroer os dias, quando os teus olhos ganharem vontade própria e só virem a destruição, quando as forças te faltarem e os dias se tornarem escuros, olha pra mim.
Quando a vida te sorrir com toda as suas forças e o ar te custar a entrar de tanta alegria acumulada, quando o coração disparar naquele momento perfeito e os olhos chorarem de satisfação, quando o amor te bater a porta e te fizer cantar todas as manhas, quando te sussurrarem a palavra consagrada ao ouvido e te apeteça viver para sempre, olha pra mim.
Olha para mim quando o mundo desabar e lembra-te que o mundo se desmoronou aqui também, que o choro e o desânimo pareciam ditar a sentença que nos rogaram no dia em que nascemos.
Olha para mim quando estiveres no auge e lembra-te que também vivi o clímax da vida, o suspiro do amor, a gargalhada da felicidade.
Olha para mim e vê o que sobrou, nem a angústia me matou nem o amor me fez viver feliz para sempre. Porque hoje tudo não passa de memórias de tempos… bons e maus, mas não deixam de ser memórias.
Afinal é disso que vivemos… são as memórias que nos alimentam os dias e que nas noites nos fazem sonhar, são responsáveis pelo que somos hoje, o que fomos ontem e o que seremos no futuro.
Olha para mim, tudo faz parte e se não fossem os momentos ambíguos vivíamos de “nadas”, seriam dias insignificantes, como tantos que já passamos e que não nos deixaram o sabor na boca, dias insossos, como aquele que passamos junto a T.V., ou aqueles que simplesmente passaram por nós sem darmos conta.
Quero mais, queremos mais, o que tenho reservado para mim é bem mais do que alguma vez possa sonhar, mas quero, e o querer já é um bom começo. E se algum dia tiver que parar para dizer “ não consegui tudo, mas ganhei calos a tentar”, então ai posso ficar contente porque vivi com a esperança e consequentemente a felicidade de um dia poder conseguir.
É bem mais que alimento para a vida, é a essência, a razão para avançar.
E quando lá chegares olha pra mim!
Ana Rego 08/08/07
Quando a vida te sorrir com toda as suas forças e o ar te custar a entrar de tanta alegria acumulada, quando o coração disparar naquele momento perfeito e os olhos chorarem de satisfação, quando o amor te bater a porta e te fizer cantar todas as manhas, quando te sussurrarem a palavra consagrada ao ouvido e te apeteça viver para sempre, olha pra mim.
Olha para mim quando o mundo desabar e lembra-te que o mundo se desmoronou aqui também, que o choro e o desânimo pareciam ditar a sentença que nos rogaram no dia em que nascemos.
Olha para mim quando estiveres no auge e lembra-te que também vivi o clímax da vida, o suspiro do amor, a gargalhada da felicidade.
Olha para mim e vê o que sobrou, nem a angústia me matou nem o amor me fez viver feliz para sempre. Porque hoje tudo não passa de memórias de tempos… bons e maus, mas não deixam de ser memórias.
Afinal é disso que vivemos… são as memórias que nos alimentam os dias e que nas noites nos fazem sonhar, são responsáveis pelo que somos hoje, o que fomos ontem e o que seremos no futuro.
Olha para mim, tudo faz parte e se não fossem os momentos ambíguos vivíamos de “nadas”, seriam dias insignificantes, como tantos que já passamos e que não nos deixaram o sabor na boca, dias insossos, como aquele que passamos junto a T.V., ou aqueles que simplesmente passaram por nós sem darmos conta.
Quero mais, queremos mais, o que tenho reservado para mim é bem mais do que alguma vez possa sonhar, mas quero, e o querer já é um bom começo. E se algum dia tiver que parar para dizer “ não consegui tudo, mas ganhei calos a tentar”, então ai posso ficar contente porque vivi com a esperança e consequentemente a felicidade de um dia poder conseguir.
É bem mais que alimento para a vida, é a essência, a razão para avançar.
E quando lá chegares olha pra mim!
Ana Rego 08/08/07
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